segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Conselho da Semana - Lua Nova

Olá a todas!
Hoje Sol e Lua estão juntos no céu dando inicio a Lunação em Libra.
Libra é um signo do elemento ar e regido por Vênus.
Ciclo das parcerias, do equilibrio, do compartilhar, ponderar e da justa medida.

O conselho para a lua nova é: COOPERAÇÃO!

Significado da carta:
Essa carta entra impetuosamente na sua vida, exigindo toda a sua atenção. Você está sendo agraciado com a oportunidade de possibilitar acordos, negociações, ambientes de trabalho, etc em que haja cooperação para que todos saiam ganhando. Esse resultado ideal é alcançado quando o enfoque deixa de ser a satisfação das necessidades de alguns em detrimento das necessidades de outros, e passa a ser a satisfação das necessidades de todos.
No atual paradigma cultural, é o primeiro enfoque que prevalece, aquele em que a maioria ganha e a minoria perde, embora merecendo a mesma consideração. Esse é um modelo hierárquico de ser e de se comportar que incentiva a competição e a desigualdade. Ele também alimenta a crença na escassez. Só alguns poucos escolhidos conseguem o que precisam porque não existe o suficiente para satisfazer as necessidades de todos.
A filosofia defende a cooperação para que todos saiam ganhando baseia-se na igualdade. Ela considera as necessidades de todos como uma parte essencial do todo. Essa filosofia substitui a competição pela cooperação e estimula o melhor em todos nós e para todos nós. Nas estratégias que visam à cooperação, as necessidades de todo o grupo são levadas em conta e por isso todos se interessam em encontrar uma solução e fazem tudo o que está ao seu alcance para que ela dê certo. A decisão de levar em conta as necessidades de todos para que ninguém saia perdendo é uma abordagem sistêmica da vida, que promove relacionamentos estáveis e positivos, facilita a descoberta de soluções em que a igualdade prevalece e as necessidades de todos são ouvidas e levadas em consideração além de incentivar diálogos pacificos e amorosos e acabar com conflitos.
Ganhar não é tudo, mas, na sua opinião, é a ÚNICA coisa pela qual vale a pena lutar? Você agarrou com unhas e dentes as suas oportunidades de sucesso, herdou nome e sobrenome, uma dinastia, uma posição de autoridade ou uma grande influência sobre as outras pessoas e tem medo de que possa perder tudo se mudar o seu jeito de ser? Você é uma exaurida loba solitária, que prefere andar no passo rápido dos solitários e independentes, fazendo tudo sem a ajuda de ninguém, em vez de estimular a interdependência  O bom é que chegou a era de aquário e isso significa que nenhum de nós precisa fazer tudo sozinho. A chave para a energia de aquário é o trabalho em equipe: as pessoas trabalham juntas pelo bem do todo, dividindo a carga de trabalho de maneira saudável, cooperativa e benéfica, de um jeito que todos saiam ganhando.

*Trecho retirado do livro: O Código do Oráculo do Graal - Ed. Pensamento.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Conselho da Semana - Lua Minguante

Olá a todas!
Hoje começa a lua minguante e o conselho para essa semana é: SERVIR!
Significado da carta:
A doçura de Servir surge à sua frente para envolvê-la em seus braços. A sua vida é abundante, repleta das preciosas bençãos da Divindade, e você está na situação mágica de poder ajudar as pessoas da sua vida e as que estão ao seu redor.
Você já ficou pensando em como poderia ser uma fada madrinha para uma pessoa ou um grupo de pessoas? Você gostaria de ser útil, mas simplesmente não sabe como? Você está cansada de ficar de braços cruzados por achar que uma andorinha não faz verão? Talvez você esteja querendo fazer o bem só para se redimir das suas falhas ou para se modificar, achando que o caminho do serviço ao próximo é crivado de dor e atribulações?
Servir é uma dádiva divina - uma dádiva tanto para os que a demonstram quanto para os que se beneficiam dela. Se os esforços que você faz para ajudar os outros não causam em você a sensação de que é uma pessoa abençoada, então é hora de deixar de lado as crenças negativas com respeito ao serviço ao próximo e/ou escolher outra maneira mais gratificante de fazer o bem. Será que fazer o bem a um preço tão alto pode ser considerado de fato um serviço ao próximo? O verdadeiro ato de servir é resultado da sua ligação com a Divindade e realizado com amor e reverência. Opte por fortalecer a presença da Divindade na sua vida e a sua solidariedade será um farol a iluminar a todos.*

*Texto retirado do livro: O Oráculo do Código do Graal - Ed. Pensamento.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

De Volta ao Lar


Nós, do Universo EcoFeminino estamos lendo mais uma vez o livro “Mulheres que Correm com os Lobos”. Eu vejo essa obra maravilhosa de Clarissa Pinkola Estés como algo que devemos carregar por toda a vida. Em algum momento de nossas vidas iremos nos identificar com algum dos contos. Se no momento um deles não tem muito a nos dizer, podemos estar certas de que numa próxima fase de nossa vida ele nos tocará, e nos ensinará lindas lições.

Estamos relendo agora o capítulo 9 – A Volta ao Lar: O Retorno ao Próprio Self. É um capítulo que me marcou muito. Então, quero compartilhar aqui uma situação que vivi quando li este capítulo pela primeira vez, há 5 anos. Eu estava passando por um momento complicado, tinha acabado um namoro há pouco tempo e estava vivendo um problema muito sério na família. Estava muito longe de mim mesma, anulando a minha vida em função do outro.

Nessa época, em um domingo, tive uma apresentação de dança do ventre na escola onde eu fazia aula. Era uma das poucas coisas boas que estava fazendo por mim mesma. Naquele dia, estava esgotada por conta dos problemas que mencionei acima, mas estava a caminho do evento. Um pouco antes de chegar ao local da apresentação, recebi pelo celular uma mensagem de uma amiga, dizendo que havia acontecido um imprevisto com seu pai e por isso não poderia me ver dançar. Eu, que estava já muito triste por conta do momento difícil, fiquei ainda mais fragilizada com a mensagem que tinha acabado de receber.  E não tive como segurar, tive uma crise de choro ali mesmo no ônibus, na companhia da minha mãe. Não tinha como voltar atrás, não podia desistir do compromisso e cheguei ao local ainda muito triste e chorando. Estava decidida a fazer somente a apresentação em grupo e não iria de maneira alguma fazer uma apresentação solo que havia me comprometido.  Assim que cheguei ao vestiário, tinha uma moça, uma bailarina que nunca havia visto antes, que me acolheu e conversou muito comigo. Lembro que ela fez minha maquiagem, que ficou linda, e conseguiu me convencer a fazer as duas apresentações. E aí está a foto da minha apresentação solo. Dá pra acreditar que poucos instantes antes eu havia vivido todo o drama que contei agora?

E vocês que estão lendo este post, devem estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com o livro. Na verdade, tem tudo a ver, pois quando pisei no palco e a música começou a tocar, senti que todas as preocupações tinham se acabado. Aproveitei cada momento, eu voltei para o meu espaço sagrado, para a fonte da minha vida. Aqueles momentos foram essenciais para o meu descanso, para eu retornar mais fortalecida para o mundo real, e assim enfrentar com mais sabedoria e inspiração aqueles momentos difíceis.

Na época, guardei comigo este trecho do livro, que definia exatamente aqueles minutos que vivi:

 "O lar é a pura vida instintiva que funciona tão bem quanto uma engrenagem bem azeitada, onde tudo é como deveria ser, onde todos os ruídos parecem certos, a luz é boa e os cheiros nos acalmam em vez de nos deixarem alarmadas. Não é importante como passamos o tempo nesse retorno. O que é essencial é qualquer coisa que propicie esse equilíbrio. O lar é isso”.

Cinco anos se passaram e a dança continua sendo o caminho de volta ao meu lar. Na última aula que tive na semana passada eu estava um pouco chateada (nada que tivesse a dimensão de antes, Graças à Deusa) e mais uma vez tive a sensação de ter recuperado minhas forças através da dança. A dança me fortalece, me abençoa e me cura.

Desejo que todas possam encontrar o caminho de volta aos seus lares.
Mônica Azevedo

domingo, 30 de setembro de 2012

Conselho da Semana - Lua Cheia

Olá a todas!
Chegamos a Lua Cheia em Áries X Sol em Libra. Este eixo fala do Eu X Outro, Individualidade X Relacionamentos e Parcerias, Auto-Imagem X Expectativas dos Outros.
O conselho para essa semana é: COMUNICAÇÃO!
A comunicação lhe faz uma suplica fervorosa ao cruzar o seu caminho. Agora é o momento de você desenvolver a sua capacidade de comunicação. É  preciso ter clareza, para que as pessoas possam decifrar as suas complexas mensagens e evitar mal-entendidos. Nós todos temos dificuldade para nos expressar com  clareza quando estamos cansados ou estressados demais para arranjar o tempo e a energia necessários para nos fazermos compreender. Mas causar mal-entendidos é mais fácil do que ser compreendido. Afinal de contas, todos nós aprendemos a falar e falar é comunicar, não é mesmo? Pode apostar que não!
A comunicação é um processo intricado e multidimensional que combina palavras, linguagem corporal, tom de voz e capacidade de ouvir. E, como se isso não bastasse, quando as emoções se sobrepõem à mensagem e a influenciam, há chance de que o seu interlocutor só preste atenção nelas e, mesmo assim, não as interprete da maneira certa. A menos que você queira expressar as suas emoções, o melhor que tem a fazer é se expressar de maneira cordial e serena. Saiba que todo o tempo que você investe no desenvolvimento da sua capacidade de comunicação vale o seu peso em ouro!
Você fica abismada ao ver quanto tempo gasta repetindo o que já disse, certa de que tinha sido compreendida? As mensagens que você transmite e recebe na vida precisam ser reexaminadas porque têm um tom agressivo ou subserviente demais, estão cheias de palavras de duplo sentido ou são basicamente ambíguas? Você fez o que uma essa lhe pediu e depois ouviu-a dizer que ela nunca lhe fizera tal pedido? Talvez o seu relacionamento seja tão difícil que seja impossível comunicar algo importante sem provocar discussão. Não se desespere! Se você estiver disposta a aprimorar a sua capacidade de comunicação, todos os seus relacionamentos melhorarão muito! Não se esqueça de que todas as feridas podem ser curadas com um diálogo consciente e respeitoso, seguido de um acordo entre as partes e das providências necessárias para mudar a situação. É hora de fazer disso uma prioridade.*

*Texto retirado do livro: O Oráculo do Código do Graal - Ed. Pensamento.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cap. 8 – A Preservação do Self: A identificação de armadilhas, arapucas e iscas envenenadas


Cap. 8 – A Preservação do Self: A identificação de armadilhas, arapucas e iscas envenenadas

A mulher braba

“Segundo o Oxford English Dictionary, a palavra feral, em inglês, deriva do latim fer... que significa “animal selvagem”. No emprego mais comum da palavra, um animal “brabo” é aquele que um dia foi selvagem, foi depois domesticado e voltou ao estado natural ou indomado.
A mulher braba é aquela que um dia viveu num estado psíquico natural – ou seja, em perfeito estado mental selvagem – e que depois se tornou cativa de alguma reviravolta dos acontecimentos, passando, assim, a ser excessivamente domesticada e amortecida nos seus instintos próprios. Quando essa mulher tem a oportunidade de voltar à sua natureza selvagem original, quase sempre ela é vitima de todos os tipos de armadilhas e venenos. Como seus ciclos e seus sistemas de proteção foram manipulados, ela corre riscos naquele que costumava ser seu estado selvagem natural. Já não mais alerta e desconfiada, ela se torna presa fácil.”
“As mulheres brabas de todas as idades, e especialmente as jovens, têm uma enorme vontade de compensar períodos de fome e de isolamento. Elas se arriscam quando fazem esforços excessivos e irracionais para se aproximar de pessoas e objetivos que não são benéficos, concretos ou duradouros. Não importa onde ou em que época elas vivam, há sempre arapucas à sua espera. Há sempre vidas menores para onde as mulheres se veem forçadas ou atraídas.”

“Temos de voltar a desenvolver o insight e a prudência. Temos de aprender a nos desviar. Para poder distinguir as opções corretas, temos de poder ver as erradas.”

“Olhem para seus sapatos e agradeçam por eles serem sem graça... porque é preciso que se viva com muito cuidado quando os sapatos são vermelhos demais.”

“A verdade psicológica na historia dos sapatinhos vermelhos é a de que a vida expressiva da mulher pode ser sondada, ameaçada, roubada ou seduzida a não ser que ela se mantenha fiel à sua alegria básica e ao seu valor selvagem, ou que os resgate. A historia chama a nossa atenção para armadilhas e venenos com os quais nos envolvemos com excessiva facilidade quando estamos sem a proteção da alma selvagem. Sem uma firme participação da natureza selvagem, a mulher definha e cai numa obsessão pelo que a faça se sentir melhor, pelo que a deixe em paz e por qualquer um que a ame, pelo amor de Deus”.

“A perda dos sapatos vermelhos feitos à mão representa a perda da vitalidade passional e da vida que a própria mulher projetou para si, aliadas à adoção de uma vida domesticada em excesso. Isso acaba levando à perda da percepção aguçada, que induz aos excessos, à perda do pé, a plataforma sobre a qual pousamos, nossa base, um aspecto profundo da nossa natureza instintual que sustenta a nossa liberdade.
[...]Os sapatinhos feitos à mão são símbolos da sua ascensão de uma existência psíquica insignificante para uma vida emotiva projetada por ela mesma. Seus sapatos representam um passo enorme e literal no sentido da integração de sua engenhosa natureza feminina na rotina do seu dia-a-dia. Não importa que sua vida seja imperfeita. Ela tem sua alegria. Ela irá evoluir.
[...]A vida e sacrifício andam juntos. O vermelho é a cor da vida e do sacrifício. Para levar uma vida vibrante, precisamos fazer sacrifícios de diversos tipos.”

“Apesar dos contos de fadas acabarem ao final de dez páginas, nossas vidas não acabam junto. Nós somos coleções de muitos volumes. Na nossa vida, mesmo que um episodio represente um desastre total, sempre há um outro episodio à nossa espera e depois mais outro. Há sempre outras oportunidades para acertar, para moldar nossa vida do jeito que merecemos que ela seja. Não percam tempo amaldiçoando alguma derrota. O fracasso é um mestre mais eficaz do que o sucesso. Ouçam, aprendam, insistam. É isso que estamos fazendo com essa historia.”

“A mulher braba é aquela que está tentando voltar. Ela está aprendendo a acordar, a prestar atenção, a parar de ser ingênua, desinformada. Ela apanha da vida nas próprias mãos. Para reaprender os instintos femininos profundos, é essencial, para começar, que se veja como eles foram destituídos”.

“Se você quiser reconvocar sua Mulher Selvagem, recuse-se a ficar no cativeiro. Com os instintos aguçados para ter equilíbrio, salve para onde bem entender, uive à vontade, apanhe o que estiver à mão, descubra tudo o que puder, deixe que seus olhos revelem seus sentimentos, examine tudo, veja o que puder ver. Dance usando sapatos vermelhos, mas certifique-se de que eles sejam os que você mesma fez à mão. Você será uma mulher cheia de vida”.*

História: Os Sapatinhos vermelhos


A história fala sobre um pobre órfã que não tinha sapatos. Ela guardava trapos e com o tempo conseguiu costurar um par de sapatos vermelhos. Ela adorava-os.
Um dia, quando estava caminhando, uma carruagem dourada parou ao seu lado e de lá saiu uma senhora de idade que disse que iria leva-la para sua casa e iria trata-la como sua filha.
Lá ela recebeu roupas, fez o cabelo e ganhou sapatos. Quando a menina perguntou sobre seus sapatos feitos a mão, a senhora disse que eles eram tão ridículos que ela os jogara no fogo. A menina ficou muito triste.
Ela também foi obrigada a ficar sentada o tempo todo, não saltitar e não falar, a não ser que falassem com ela.
Um dia a menina com idade suficiente para ser crismada, a senhora levou-a num sapateiro aleijado para que fizesse um par de sapatos especiais para a ocasião. Na vitrine tinha um par de sapatos vermelhos de couro. Era um escândalo e não podia usar na igreja. Como a senhora pouco enxergava, a menina conseguiu levar o par com a ajuda do sapateiro. No dia seguinte todos a reprovaram, olhavam carrancudos. Mesmo assim a menina continua a admirar seus sapatos novos que brilham. Na saída até um soldado elogiou seu par de sapatos. E com o elogio fez a menina rodopiar. Seus pés começaram a se movimentar sem ela querer, ela não conseguia parar. A velha senhora tentou segurá-la e entraram na carruagem. Em casa, a velha arrancou os sapatos e colocou no alto de uma prateleira e avisou a menina para nunca mais calça-lo. No entanto, a menina não conseguia deixar de olhar para eles e ansiar por eles.
Um tempo depois a velha ficou doente e assim que o medico veio, a menina entrou no quarto contemplou os sapatos e os calçou, na crença de que eles não lhe fariam mal algum. Só que no instante em que eles tocaram seus calcanhares e seus dedos, ela foi dominada pelo impulso de dançar. E saiu dançando! Porém teve um momento em que a menina quis dançar para a esquerda, os sapatos queriam ir para direita. Quando queria dançar em círculos eles iam em linha reta. Os sapatos comandavam a menina e fizeram-na ir até uma floresta sombria. Lá um velho elogiou seus sapatos, e na hora ela tentou tirar, puxando, mas não conseguiu. Eles continuavam comandando e dançando como queriam. Ela dançava sem parar. Era terrível, ela não tinha descanso.
Ela entrou em uma igreja e um espírito guardião disse: - Você irá dançar com esses sapatos vermelhos até que fique como uma alma penada, como um fantasma, até que sua pele pareça suspensa dos ossos, até que não sobre nada de você a não ser entranhas dançando. Você irá dançar de porta em porta por todas as aldeias e baterá três vezes a cada porta. E, quando as pessoas espiarem quem é, verão que é você e temerão que seu destino se abata sobre elas. Dancem sapatos vermelhos. Vocês devem dançar.
A menina implorou misericórdia, mas os sapatos a levaram embora. Ela dançou por todos os lugares. Quando voltou a sua casa a velha senhora estava morta, mesmo assim ela seguiu dançando. Foi até uma floresta onde implorou a um carrasco que lhe cortasse fora os sapatos. Ele cortou fora as tiras com o machado mas os sapatos não soltaram dos pés. Ela lamentou e disse que a vida não valia nada mesmo e que ele deveria amputar-lhe os pés e foi o que ele fez. Com isso, os sapatos vermelhos com os pés neles continuaram dançando floresta afora e morro acima ate desaparecerem. A menina era, agora, uma pobre aleijada e teve de descobrir um jeito de sobreviver no mundo trabalhando como criada. E nunca mais ansiou por sapatos vermelhos.*

Reflexões:

Reflita sobre seus instintos e sobre a Mulher Braba.
O que te seduz? O que te leva para o caminho mais fácil e a entrar na carruagem dourada?
Como você pode utilizar a força senex (sabedoria, conhecimento, orientação, experiência) para desviar dos perigos e arapucas?
 Você precisa ser aceita dentro dos valores da sociedade (principalmente comportamentos, rótulos)? Você se sente influenciada com opiniões e reprime as necessidades da sua alma? Por quê?
Qual é a sua relação com a fertilidade? Como você cria a sua própria vida? (o fogo que cria X o fogo que dizima)
O que te dá impulso para agir, se mexer?
Você possui uma vida fragmentada, no sentido de manter sua alma selvagem de forma secreta/oculta/escondida? Como libertar? Como trazer a luz?
Reflita sobre o processo de construção do seu sapatinho vermelho feito a mão e o encontro com a sua matilha.

Com carinho,
Ana K.


*Textos retirados do livro: Mulheres que Correm com os Lobos - Clarissa Pinkola Estes.
Reflexões por: Ana Karina Lunelli

sábado, 22 de setembro de 2012

Conselho da Semana - Lua Crescente

Olá a todas!
Primeiramente desejo a todas uma Primavera de muitas novidades, com frescor e leveza!
Chegamos a lua crescente da lunação de virgem e o conselho para a semana é: ÊXTASE!

Significado da carta:
Uma alegria extasiante dança o seu bailado na sua vida, trazendo com ela uma grande felicidade e prazer! Você está recebendo um convite carinhoso para elevar a sua vida à vibração máxima. Agora é hora de você apreciar cada momento da sua vida, cada batida do seu coração, cada lufada de ar que respira. Se você ficar esperando a felicidade bater a sua porta, vai cansar de esperar. No entanto, se decidir que quer encher a sua vida de uma alegria inebriante, ela se tornará um suntuoso banquete, que lhe trará saúde e vitalidade, além da companhia de muitas outras pessoas, só à espera de um convite para partilhar com você dessa mesa farta.
Os seus amigos não retornam os seus telefonemas ou encontram razões extremamente criativas e complexas para explicar por que não podem aceitar o seu convite para sair? Você foi multada pela polícia da alegria por transitar abaixo dos limites de prazer permitidos pela lei? Os seus estoque de momentos felizes diminuíram ou estão completamente vazios? Talvez você tenha aprendido que a vida é dor e sofrimento ou não esteja acostumada com a alegria porque ela não fez parte da sua  infância. Para você a alegria é como uma sobremesa que você só pode saborear depois de ter feito toda a lição de casa? Se a sua vida é sem graça, melancólica ou simplesmente chata, ou se ela é como um filme estrangeiro com legendas numa língua desconhecida, então você precisa fazer imediatamente uma sessão de reidratação, mas substituindo a água pelo mais puro prazer!
Incontáveis estudos atestam que os sentimentos de alegria, felicidade e êxtase se originam no cérebro. Isso significa que não precisamos esperar por momentos alegres para sentir alegria. Podemos ter um momento de alegria simplesmente fazendo uma pausa, respirando fundo e dizendo a nós mesmas: "Eu me sinto ótima!" ou "Este é um momento de plena felicidade" ou "Eu gosto de mim mesma!" ou outra expressão de felicidade mais do seu agrado.
Escolha fazer da alegria e do êxtase um hábito diário e a sua vida se transformará num mágico jardim de delícias!"*

*Texto retirado do livro: "O Oráculo do Código do Graal" - Ed. Pensamento.

Feliz Primavera!

Hoje as 11h49 entramos na primavera!

Que seja um período de novos começos, leveza, criatividade, clareza e crescimento a todas!

Seja bem-vinda estação das flores!


Com carinho,
Ana e Mônica.

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