Libra governa a casa 7, que inclui todas as relações significativas, até mesmo os inimigos. Por isso, nesta Lua Nova em Libra, eu lhe pergunto: qual das suas relações parecem fora de ordem? Este é um bom momento para agir com o objetivo de trazer o equilíbrio para seus relacionamentos, pois estará aberta uma grande porta para cura destes. E, por falar em cura, acho que também é um grande momento para tentarmos melhorar nosso relacionamento com a natureza.
Mas não pense apenas nos relacionamentos externos. Pense também em como você está se relacionamento consigo. Veja como está sua auto-estima e o que você pode fazer para melhorá-la, pois, antes de tentarmos melhorar nossas ligações com os outros, precisamos ter equilíbrio em nossa relação primordial, que é com nós mesm@s. Massagens, ou apenas um sabonete cujo cheiro lhe agrada, podem fazer parte de seu ritual de Lua Nova em Libra, lembrando-lhe que você é verdadeiramente importante e pode fazer coisas para se agradar.
Este é um momento de esquecer o que já passou e dar continuidade a sua vida, algo que, em minha opinião, é algo não somente bom para você mesm@ como também para seus relacionamentos.
Parcerias no trabalho também estão em alta nesta Lua Nova em Libra.
Autora: Danielle Sales
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
É Primavera!
00h09 começa a Primavera!
Tempo de (re)começos, renovação, novos ares...
Uma linda primavera a tod@s!!!
Libertem-se! Permitam-se!
"...Lá o tempo espera! Lá é primavera! Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. Em todas as mesas, pão. Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos... E essa canção tem um verdadeiro amor para quando você for".
Vilarejo - Marisa Monte
sábado, 4 de setembro de 2010
Chegando por aqui.
Olá pessoal! Sou Mônica Azevedo, e é com muita gratidão que faço a minha primeira postagem por aqui. Estou envolvida com estudos relacionados a espiritualidade feminina há um certo tempo. Acredito muito que o resgate do feminino é um elemento fundamental para a cura da nossa Mãe Terra. Sendo assim, segue um texto de minha autoria, e com ele espero contribuir para a reflexão acerca do resgate do feminino em todos nós.
A Natureza e o Resgate do Feminino
Desde que iniciei os estudos referentes à espiritualidade feminina, passei a observar o quanto que a sociedade na qual vivemos, com base no patriarcado, condena o feminino e os aspectos relacionados a este. A mulher passou a ser tratada de maneira inferior ao homem, seus potenciais e valores foram reprimidos: a criatividade, intuição, interiorização, busca de recursos internos como meio para atingir o autoconhecimento e cura foram depreciados, arraigados por uma cultura que justifica o feminino como sendo a causa de todos os males da humanidade.
Por outro lado, vivemos em uma sociedade que prioriza e valoriza as aparências. Desta forma, muitas mulheres distanciaram-se da sua essência, não conseguem reconhecer a sua beleza e potencial. Deparamo-nos o tempo inteiro com mulheres que se tornaram escravas de tratamentos estéticos e cirurgias plásticas. Negam, inclusive, a própria imagem e a fase de amadurecimento, bem como o enriquecimento de experiência e conhecimento que este momento da vida traz.
Essa busca para alcançar um padrão de beleza que atenda o que a sociedade espera, muitas vezes resulta na baixa auto-estima, e acaba gerando impactos, também nas demais relações que a mulher estabelece em seu meio.
Observo, também, que os valores enraizados nos dias atuais nos afastam cada vez mais do contato com os ciclos da natureza. Assim, não nos atentamos a respeito dos ciclos em nossa vida e ritmo interior. A menstruação, por exemplo, é vista por muitos, como um incômodo, algo sujo e impuro.
Os conhecimentos adquiridos por nossos ancestrais a respeito da cura por meio das ervas e plantas estão se perdendo. E o que é ainda mais grave, os recursos da natureza são utilizados de maneira inadequada e insustentável, ocasionando todo o desequilíbrio que estamos vivenciando. Todas as formas de vida foram dessacralizadas e a Mãe Terra chora em meio a toda essa destruição.
Vale lembrar que, nas últimas décadas, as mulheres conquistaram sim espaços na sociedade, em virtude das lutas de movimentos feministas.
Atualmente, muitas mulheres assumiram cargos importantes em empresas, encontram-se bem posicionadas profissional e financeiramente. E ainda que possa parecer estranho aos olhos de muitos, estão buscando a liberdade para expressar seus desejos e sexualidade.
Porém, percebo que mesmo que diante de tantas conquistas, a mulher ainda se perde em seus papéis.
Acredito de verdade que homens e mulheres devam ter direitos iguais, para que assim possamos viver em uma sociedade mais justa, digna e equilibrada.
Abraço, de coração, a causa de lutas por salários iguais para ambos os sexos. Compartilho da idéia de que o casal assuma de forma igual às responsabilidades do lar. Lembrando que este é um processo que deve ser construído a dois, afinal, é algo novo para o homem. Ainda, estou de pleno acordo com a aplicação de penas severas aos homens que insistem em ter uma mentalidade arcaica, inferiorizando e tratando a mulher com qualquer tipo de violência.
Porém, sinto que de nada adianta toda essa luta se a mulher não buscar, em primeiro lugar, a sua verdadeira natureza. A mulher precisa aprender a ouvir a essência sagrada que habita em seu interior. Precisa entender o que esta essência quer; qual o propósito da sua vida e assim, colocar seus desejos e sonhos em prática com amor e sabedoria, deixar o poder de criação fluir… precisamos nos lembrar a todo o momento que somos mulheres e temos as nossas peculiaridades, identidade, enfim, somos diferentes dos homens. E a natureza, o Grande Mistério é tão maravilhoso e perfeito que nos criou diferentes justamente para que nós possamos somar e completar.
Hoje, de acordo com a minha visão de mundo, entendo que o resgate da espiritualidade feminina é um caminho essencial para o bem estar, equilíbrio e cura da mulher, da comunidade e da Terra.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Dia de Maria Madalena
Antiga celebração de Maria Madalena, na França. Nesta data, mulheres de todos os lugares peregrinavam a uma gruta e, diante de um altar, pediam a Santa que lhes ajudasse a arrumar namorados ou maridos.
Segundo os Evangelhos Gnósticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador de luz). Após a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se uma líder dos Gnósticos, competente e respeitada, até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na Igreja para liderar, oficinar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcal e exclusiva. Madalena foi morar na França, perto de Marselha. Lá se estabeleceu em uma gruta, levando uma vida de eremita, curando e ajudando as pessoas. A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade dedicados à Deusa.
*Texto retirado do livro: Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur - Ed. Gaia. Pág 167-68.
Segundo os Evangelhos Gnósticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador de luz). Após a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se uma líder dos Gnósticos, competente e respeitada, até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na Igreja para liderar, oficinar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcal e exclusiva. Madalena foi morar na França, perto de Marselha. Lá se estabeleceu em uma gruta, levando uma vida de eremita, curando e ajudando as pessoas. A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade dedicados à Deusa.
*Texto retirado do livro: Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur - Ed. Gaia. Pág 167-68.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Do Alban Heflin
Um dia mais curto que outros, uma noite mais longa que outras...
E neste dia/noite se misturam de forma sobreposta um lado ao outro...
São as bem-vindas a um novo tempo...
Aquele onde a Terra se torna mais quieta,
esperando o lado obscuro do tempo.
É a noite para celebrar os ápices!
Da nossa essência, do que de bem colhemos, do que do mal colhemos,
mas em essência colheita nossa, do que fizemos.
Cores e fogos, energias todas
em exuberância se mostram neste dia/noite...
Emoções seguem o mesmo percurso...
Esperando que sejam colhidas e mesuradas...
Não há aqui fórmulas, do fazer e rituar,
por que de Mulheres Sábias sei que é o que mais há!
Celebre esta noite/dia
dentro e fora,
por que aquilo que dentro está
fora também existe.
Sempre grata,
Luciana
Será interessante:
A cor laranja; a cor vermelha; o fogo; a água; alecrim; arruda; amuletos de proteção*; coroas de louro... Dança e música! Pães com as frutas da estação da sua terra; vinho branco...
Amuleto: folhas secas de arruda, sementes de anis estrelado, sal grosso. Dois: um para dentro e um para fora.
Para bons sonhos nesta noite especial durma com folhas de louro sob o travesseiro e celebre os augúrios que Elas ao de lhe dar!
Mais uma vez grata,
Lú
O Inverno chegou!
Celebremos as forças da escuridão e o renascimento da Criança Divina!
Que possamos compreender os mistérios da noite, libertando-nos de nossos medos, rumo a esperança e a recuperação do nosso poder!
Luz!
Beijos e boa estação,
Ana K.
Beijos e boa estação,
Ana K.
domingo, 13 de junho de 2010
SOS Florestas
Segue abaixo as diferentes visões de 4 pesquisadores especialistas (conheço dois deles e são os caras no que pesquisam) e um deputado sobre O Código Florestal Brasileiro, reflitam! E o link para assinar contra o desmantelamento do código (http://www.sosflorestas.com.br/).
Bem, eu sempre pensei que o mais lógico seria que por trás desses políticos deveriam ter especialistas e não achistas sobre o assunto, mas o buraco está mais embaixo do que isso!
------
Folha de São Paulo 5 de junho de 2010
TENDÊNCIAS/DEBATES
O Código Florestal Brasileiro deve ser modificado?
NÃO
O tiro sai pela culatra
THOMAS LEWINSOHN, JEAN P. METZGER, CARLOS JOLY e RICARDO RODRIGUES
A pressão para atualizar o Código Florestal Brasileiro (CFB) aflorou nos
últimos dois anos, fomentada especialmente por parlamentares ligados ao
agronegócio. Tal como outros intentos governamentais que atritam com a área
ambiental, imprime-se a esse projeto caráter de necessidade quase
emergencial.
A pretendida reforma deveria remover o estrangulamento para a expansão de
terras agrícolas, hoje supostamente bloqueada pela combinação de áreas de
preservação permanente (APP) e reservas legais (RL). Só que esse bloqueio
não existe.
A suposta escassez de terras agricultáveis não resiste a estudo mais
criterioso, como o recentemente coordenado pelo professor Gerd Sparovek, da
Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq).
Realocando para cultivo agrícola terras com melhor aptidão, hoje ocupadas
com pecuária de baixa produtividade, e aumentando a eficiência da pecuária
nas demais, por meio de técnicas já bem conhecidas, a área cultivada no
Brasil poderá ser quase dobrada, sem avançar um hectare sequer sobre a
vegetação natural.
A reforma também pretende retirar da ilegalidade muitas propriedades que não
mantêm as APP e RL estipuladas. Para isso, pensa-se em fundir as APP com as
RL e flexibilizar o uso destas últimas.
No entanto, as APP e as RL são áreas que exercem papel complementar na
conservação das paisagens rurais e não deveriam ser tratadas como
equivalentes. Ademais, o uso de RL com espécies exóticas representa uma
completa descaracterização dessas áreas.
Sob a desculpa de proteger as pequenas propriedades, as APP e RL serão
colapsadas, reduzidas e drasticamente transformadas, levando a amplos
desmatamentos e perda de áreas protegidas, que não se destinam apenas a
conservar espécies e a promover o uso sustentável de recursos naturais.
Elas asseguram uma gama de serviços ambientais indispensáveis à qualidade de
vida humana e à própria qualidade e produtividade agrícola. Da proteção
dessas áreas dependem a regulação de cursos de água, o controle da erosão, a
polinização de diversas plantas cultivadas, o controle de pragas, o
sequestro do carbono atmosférico e muitos serviços mais.
Qual a participação da comunidade científica competente na formulação dessas
alterações? Quase nula. Há muitos grupos científicos pesquisando ativamente
a conservação e restauração da biodiversidade e o desenvolvimento de
metodologias que permitam a produção agrícola com a efetiva preservação do
ambiente.
Nem os pesquisadores mais reconhecidos dessas áreas nem as sociedades
científicas relevantes foram ouvidos. Os parlamentares decidiram quem são os
cientistas que merecem atenção e desqualificaram ou ignoraram todos os
demais.
Passado quase meio século de intensas transformações, é necessário atualizar
o CFB, facilitar a produção agrícola em pequenas propriedades, mas sem
deixar de fortalecê-lo nos objetivos essenciais.
Se esses objetivos forem soterrados, haverá sérias consequências para o
próprio agronegócio, porque não apenas se comprometerá os serviços
ambientais, mas o mero cumprimento formal de legislação ambiental inócua não
irá assegurar certificação ambiental respeitada.
E quem duvida de que tal certificação será cada vez mais exigida para
comercializar qualquer commodity brasileira?
É hora de os agroparlamentares e demais envolvidos compreenderem que as
demandas ambientais representam componentes indispensáveis da boa
agricultura, bem como da melhor qualidade de vida.
_____
THOMAS LEWINSOHN é professor titular da Unicamp e presidente da Associação
Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação.
JEAN PAUL METZGER é professor da USP, onde coordena o Laboratório de
Ecologia de Paisagens.
CARLOS JOLY é professor titular da Unicamp e coordenador do Programa
Biota-Fapesp.RICARDO RODRIGUES é professor titular da Esalq-USP, onde coordena o
Laboratório de Restauração.
* * *
TENDÊNCIAS/DEBATES
O Código Florestal Brasileiro deve ser modificado?
NÃO
O tiro sai pela culatra
THOMAS LEWINSOHN, JEAN P. METZGER, CARLOS JOLY e RICARDO RODRIGUES
A pressão para atualizar o Código Florestal Brasileiro (CFB) aflorou nos
últimos dois anos, fomentada especialmente por parlamentares ligados ao
agronegócio. Tal como outros intentos governamentais que atritam com a área
ambiental, imprime-se a esse projeto caráter de necessidade quase
emergencial.
A pretendida reforma deveria remover o estrangulamento para a expansão de
terras agrícolas, hoje supostamente bloqueada pela combinação de áreas de
preservação permanente (APP) e reservas legais (RL). Só que esse bloqueio
não existe.
A suposta escassez de terras agricultáveis não resiste a estudo mais
criterioso, como o recentemente coordenado pelo professor Gerd Sparovek, da
Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq).
Realocando para cultivo agrícola terras com melhor aptidão, hoje ocupadas
com pecuária de baixa produtividade, e aumentando a eficiência da pecuária
nas demais, por meio de técnicas já bem conhecidas, a área cultivada no
Brasil poderá ser quase dobrada, sem avançar um hectare sequer sobre a
vegetação natural.
A reforma também pretende retirar da ilegalidade muitas propriedades que não
mantêm as APP e RL estipuladas. Para isso, pensa-se em fundir as APP com as
RL e flexibilizar o uso destas últimas.
No entanto, as APP e as RL são áreas que exercem papel complementar na
conservação das paisagens rurais e não deveriam ser tratadas como
equivalentes. Ademais, o uso de RL com espécies exóticas representa uma
completa descaracterização dessas áreas.
Sob a desculpa de proteger as pequenas propriedades, as APP e RL serão
colapsadas, reduzidas e drasticamente transformadas, levando a amplos
desmatamentos e perda de áreas protegidas, que não se destinam apenas a
conservar espécies e a promover o uso sustentável de recursos naturais.
Elas asseguram uma gama de serviços ambientais indispensáveis à qualidade de
vida humana e à própria qualidade e produtividade agrícola. Da proteção
dessas áreas dependem a regulação de cursos de água, o controle da erosão, a
polinização de diversas plantas cultivadas, o controle de pragas, o
sequestro do carbono atmosférico e muitos serviços mais.
Qual a participação da comunidade científica competente na formulação dessas
alterações? Quase nula. Há muitos grupos científicos pesquisando ativamente
a conservação e restauração da biodiversidade e o desenvolvimento de
metodologias que permitam a produção agrícola com a efetiva preservação do
ambiente.
Nem os pesquisadores mais reconhecidos dessas áreas nem as sociedades
científicas relevantes foram ouvidos. Os parlamentares decidiram quem são os
cientistas que merecem atenção e desqualificaram ou ignoraram todos os
demais.
Passado quase meio século de intensas transformações, é necessário atualizar
o CFB, facilitar a produção agrícola em pequenas propriedades, mas sem
deixar de fortalecê-lo nos objetivos essenciais.
Se esses objetivos forem soterrados, haverá sérias consequências para o
próprio agronegócio, porque não apenas se comprometerá os serviços
ambientais, mas o mero cumprimento formal de legislação ambiental inócua não
irá assegurar certificação ambiental respeitada.
E quem duvida de que tal certificação será cada vez mais exigida para
comercializar qualquer commodity brasileira?
É hora de os agroparlamentares e demais envolvidos compreenderem que as
demandas ambientais representam componentes indispensáveis da boa
agricultura, bem como da melhor qualidade de vida.
_____
THOMAS LEWINSOHN é professor titular da Unicamp e presidente da Associação
Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação.
JEAN PAUL METZGER é professor da USP, onde coordena o Laboratório de
Ecologia de Paisagens.
CARLOS JOLY é professor titular da Unicamp e coordenador do Programa
Biota-Fapesp.RICARDO RODRIGUES é professor titular da Esalq-USP, onde coordena o
Laboratório de Restauração.
* * *
Legislação atual é inaceitável
ALDO REBELO
A injusta e equivocada tese malthusiana (do conservador inglês Thomas Robert
Malthus 1766-1834), de que a condição do pobre era fruto da lei natural e da
providência divina, portanto, imutável, domina hoje as relações entre as
nações do mundo. De um lado, os interesses concretos das nações ricas e
desenvolvidas, principalmente das suas classes dominantes, se empenham na
apropriação dos bens naturais, já escassos em seus domínios, mas abundantes
entre os países ditos emergentes ou subdesenvolvidos. De outro lado, as
nações pobres que aspiram a seu pleno desenvolvimento, para isso usando seus
recursos naturais, encontram todos os tipos de barreiras: estruturais,
fiscais, sanitárias, e, mais recentemente, as ambientais. Países e até
continentes inteiros parecem estar condenados a se perpetuarem na pobreza,
como pensava Malthus a respeito do miserável em sua época. "Não há vaga para
ele no lauto banquete da natureza", sentenciava o autor. O reacionarismo
desumano de Malthus foi implacavelmente derrotado, na doutrina e na prática.
Mas ressurge, atrasadíssimo no tempo, no confronto da agricultura fortemente
subsidiada dos países desenvolvidos com a produção agrícola cada vez mais
competitiva de nações como o Brasil. E, como se não bastasse a distorção do
subsídio, condenada pela Organização Mundial do Comércio, agora usam a pecha
de agressores do meio ambiente sobre os produtores agrícolas dos países em
desenvolvimento. O confronto ambientalismo versus agricultura brasileira já
é intenso em todas as regiões do país, mas é na Amazônia que se concentra o
seu maior impacto. As nações ricas já não mais podem cobiçá-la, como antes,
mas querem mantê-la tutelada e inabitada, a salvo de qualquer manejo, por
mais ambientalmente sustentável que este seja. É na chamada Amazônia Legal,
principalmente na faixa de transição entre o cerrado e o bioma amazônico,
que ONGs desenvolvem campanhas milionárias para interditar a fronteira
agrícola e a mineração. O dinamismo do país na produção de soja, carne,
algodão e açúcar causa imenso desconforto aos concorrentes internacionais. O
médico e humanista brasileiro Josué de Castro (1908-1973), que lutou contra
as ideias malthusianas, negou, no livro "Geografia da Fome", a suposta
harmonia entre o homem e a natureza da região amazônica. "Na alarmante
desproporção entre a desmedida extensão das terras e a exiguidade de gente,
reside a primeira tragédia geográfica da região." A imagem dessa fictícia
harmonia e a intenção de manter uma Amazônia eternamente inexplorada é hoje
um produto chique de consumo nas nações ricas. Trata-se de uma ficção
produzida por "pop stars", como Sting e seus cortesãos locais, ou levada às
telas por cineastas como James Cameron, em seu filme "Avatar". A Amazônia é
parte do território brasileiro, é corpo e alma do Brasil. Os povos
amazônicos têm o direito de ver sua região se desenvolver. É esse também um
dos objetivos da reforma do Código Florestal, da qual sou relator. Não se
pode aceitar a legislação atual, que coloca na ilegalidade 90% dos
proprietários rurais, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio ou o
índio que põe raiz de mandioca para fermentar na água de um igarapé. O novo
Código Florestal vai proteger o meio ambiente da Amazônia e de outras
regiões sem impedir seu desenvolvimento e manejo sustentáveis. Essa é a
resposta que o Congresso brasileiro dará ao neoambientalismo dos países
ricos. Ninguém está destinado a viver eternamente na pobreza.
_____
ALDO REBELO, jornalista, é deputado federal pelo PC do B de São Paulo e
relator do projeto de lei que reforma o Código Florestal Brasileiro.
ALDO REBELO
A injusta e equivocada tese malthusiana (do conservador inglês Thomas Robert
Malthus 1766-1834), de que a condição do pobre era fruto da lei natural e da
providência divina, portanto, imutável, domina hoje as relações entre as
nações do mundo. De um lado, os interesses concretos das nações ricas e
desenvolvidas, principalmente das suas classes dominantes, se empenham na
apropriação dos bens naturais, já escassos em seus domínios, mas abundantes
entre os países ditos emergentes ou subdesenvolvidos. De outro lado, as
nações pobres que aspiram a seu pleno desenvolvimento, para isso usando seus
recursos naturais, encontram todos os tipos de barreiras: estruturais,
fiscais, sanitárias, e, mais recentemente, as ambientais. Países e até
continentes inteiros parecem estar condenados a se perpetuarem na pobreza,
como pensava Malthus a respeito do miserável em sua época. "Não há vaga para
ele no lauto banquete da natureza", sentenciava o autor. O reacionarismo
desumano de Malthus foi implacavelmente derrotado, na doutrina e na prática.
Mas ressurge, atrasadíssimo no tempo, no confronto da agricultura fortemente
subsidiada dos países desenvolvidos com a produção agrícola cada vez mais
competitiva de nações como o Brasil. E, como se não bastasse a distorção do
subsídio, condenada pela Organização Mundial do Comércio, agora usam a pecha
de agressores do meio ambiente sobre os produtores agrícolas dos países em
desenvolvimento. O confronto ambientalismo versus agricultura brasileira já
é intenso em todas as regiões do país, mas é na Amazônia que se concentra o
seu maior impacto. As nações ricas já não mais podem cobiçá-la, como antes,
mas querem mantê-la tutelada e inabitada, a salvo de qualquer manejo, por
mais ambientalmente sustentável que este seja. É na chamada Amazônia Legal,
principalmente na faixa de transição entre o cerrado e o bioma amazônico,
que ONGs desenvolvem campanhas milionárias para interditar a fronteira
agrícola e a mineração. O dinamismo do país na produção de soja, carne,
algodão e açúcar causa imenso desconforto aos concorrentes internacionais. O
médico e humanista brasileiro Josué de Castro (1908-1973), que lutou contra
as ideias malthusianas, negou, no livro "Geografia da Fome", a suposta
harmonia entre o homem e a natureza da região amazônica. "Na alarmante
desproporção entre a desmedida extensão das terras e a exiguidade de gente,
reside a primeira tragédia geográfica da região." A imagem dessa fictícia
harmonia e a intenção de manter uma Amazônia eternamente inexplorada é hoje
um produto chique de consumo nas nações ricas. Trata-se de uma ficção
produzida por "pop stars", como Sting e seus cortesãos locais, ou levada às
telas por cineastas como James Cameron, em seu filme "Avatar". A Amazônia é
parte do território brasileiro, é corpo e alma do Brasil. Os povos
amazônicos têm o direito de ver sua região se desenvolver. É esse também um
dos objetivos da reforma do Código Florestal, da qual sou relator. Não se
pode aceitar a legislação atual, que coloca na ilegalidade 90% dos
proprietários rurais, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio ou o
índio que põe raiz de mandioca para fermentar na água de um igarapé. O novo
Código Florestal vai proteger o meio ambiente da Amazônia e de outras
regiões sem impedir seu desenvolvimento e manejo sustentáveis. Essa é a
resposta que o Congresso brasileiro dará ao neoambientalismo dos países
ricos. Ninguém está destinado a viver eternamente na pobreza.
_____
ALDO REBELO, jornalista, é deputado federal pelo PC do B de São Paulo e
relator do projeto de lei que reforma o Código Florestal Brasileiro.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Lua Nova em Gêmeos - 12 de junho de 2010
Nunca uma Lua Nova teve tanto a ver com o momento que estou vivendo! E posso dizer que estou muito feliz com tudo isso!!!
Se esta lua nova pudesse ser definida em um verbo, eu diria que ele é “aperfeiçoar-se”. Signo de ar e da inteligência, Gêmeos nos incentiva nos estudos, nas novas idéias e tarefas.
A Lua Nova em Gêmeos é considerada uma Lua relacionada ao trabalho. Caso esteja precisando de uma promoção, ou mesmo ter idéias mais criativas no trabalho, essa é a Lua Nova certa para você começar a colocar em prática tudo com que você sonha.
Lua boa para pessoas curiosas, que estão estudando alguma coisa. Mas também devemos ter cuidado com as distrações (olha o signo do ar aí, gente! rs). Por exemplo, quando vamos pesquisar algo na Web, atualmente, é fácil nos distrairmos e nos afastarmos de nossos objetivos.
Nesta Lua Nova, você pode se preparar para o inesperado, mas também para as brincadeiras. É um bom período para unir-se a redes sociais.
É a hora de testar coisas novas, de brincar, de dançar e rir alto. Também costuma ser um tempo de mudança.
Embora esta Lua Nova esteja prometendo muita ação, é bom sempre lembrarmos que precisamos também de um pouco de calma, de meditação e de cuidados com nós mesmas. Nunca é demais ser curiosa em relação a você mesmo e tentar entender seus sentimentos e suas ações.
Danielle Sales
Se esta lua nova pudesse ser definida em um verbo, eu diria que ele é “aperfeiçoar-se”. Signo de ar e da inteligência, Gêmeos nos incentiva nos estudos, nas novas idéias e tarefas.
A Lua Nova em Gêmeos é considerada uma Lua relacionada ao trabalho. Caso esteja precisando de uma promoção, ou mesmo ter idéias mais criativas no trabalho, essa é a Lua Nova certa para você começar a colocar em prática tudo com que você sonha.
Lua boa para pessoas curiosas, que estão estudando alguma coisa. Mas também devemos ter cuidado com as distrações (olha o signo do ar aí, gente! rs). Por exemplo, quando vamos pesquisar algo na Web, atualmente, é fácil nos distrairmos e nos afastarmos de nossos objetivos.
Nesta Lua Nova, você pode se preparar para o inesperado, mas também para as brincadeiras. É um bom período para unir-se a redes sociais.
É a hora de testar coisas novas, de brincar, de dançar e rir alto. Também costuma ser um tempo de mudança.
Embora esta Lua Nova esteja prometendo muita ação, é bom sempre lembrarmos que precisamos também de um pouco de calma, de meditação e de cuidados com nós mesmas. Nunca é demais ser curiosa em relação a você mesmo e tentar entender seus sentimentos e suas ações.
Danielle Sales
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